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Domingo, Março 26, 2006

A RAZÃO DO MEU AFETO

No início eu sentia aquele amor enorme, uma paixão incontrolável. Tudo que eu fazia e queria era estar perto dele, olhando em seus olhos, e reparando em cada gesto dele. Ele não dizia que me amava mas eu sabia.

Com a convivência aquele amor continuava incrivelmente presente até que um dia ele passou a dizer que me amava e isso me fez muito feliz, claro.

Por diversos motivos e em diveros momentos, ficamos de alguma maneira afastados: eu trabalhava demais, ele foi morar longe, a família interferiu... até que há duas semanas nosso amor sofreu uma reviravolta. Fomos morar juntos.

Eu já não tinha tanta certeza se ele ainda queria isso e muito menos tinha certeza se corresponderia à altura de suas expectativas mas o amor que sentimos um pelo outro, o laço que nos une, realmente falou mais alto. Além do amor, senti voltar aquela paixão do início e uma admiração enorme pela pessoa que ele se tornou com o passar dos anos.

A única certeza que tenho é que não quero mais me separar dele por motivo algum e que vou lutar com todas as forças para nunca mais estar longe dele. Realizei um sonho antigo e nada nem ninguém me fará desistir de estar com a pessoa que mais amo no mundo.

Há duas semanas meu filho voltou a morar comigo e por isso estou feliz.


:::Obrigada, Vitor, por me entender, me amar e ser o filho maravilhoso que é.

:::Obrigada, Eduardo, por ter me apoiado e por amar o Vitor como se fosse seu.

:::Obrigada, mãe, por nos permitir ser mãe e filho.

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11:07 PM


Quinta-feira, Março 23, 2006

DICA

O que vocë faria se caisse de moto, quebrasse a perna e tivesse que ficar de molho em casa por um tempão?

Um blog, claro.

E foi isso que meu amigo Leonardo Soares fez.

Vale a pena conferir o Mundo ao Leo.

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2:59 AM




NÃO DEU PRA SEGURAR

E não é que ele está certíssimo?

Enfim, concordamos.

Pra quem não se lembra, aqui está a minha primeira impressão sobre o rapaz no post do dia 17 de abril de 2003.

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2:45 AM


Sexta-feira, Março 17, 2006

MENTIRAS SINCERAS
De Contardo Calligaris


"Espero que "Mentiras Sinceras", de Julian Fellowes, continue em cartaz e que os amantes e os amados (casados ou não, heterossexuais ou homossexuais, tanto faz) tenham o tempo de assistir ao filme, em massa.

O título original é "Separate Lies", mentiras separadas, mas gostei da tradução brasileira. "Mentiras Sinceras" evoca o estranho balé de verdade e mentira em todo triângulo amoroso: "Minto quando escondo minha paixão por outro ou por outra? Ou, então, a verdadeira mentira é o casamento que vivo e a insatisfação que escondo?".

Ser sempre sincero não é fácil. No filme, Anne (Emily Watson) tenta ser sincera com o marido, James (Tom Wilkinson), e também com seu próprio desejo. Mas a verdade não é simples: Anne, por exemplo, não sabe bem o que a joga nos braços de William (Rupert Everett), seu amante. Quando explica ao marido o que lhe acontece, ela não invoca o amor ou a paixão; apenas consegue dizer que não sabe renunciar a William porque os encontros com ele são "easy", fáceis: o amante não lhe pede nada ou quase.

Talvez a maioria dos relacionamentos amorosos adoeçam e morram por causa disto: não porque o parceiro deixou crescer uma barriga displicente nem porque a gente estaria cansado da mesmice e a fim de novidades, mas porque, ao vivermos juntos, aos poucos, perdemos a generosidade. E a generosidade é (ou, melhor, deveria ser) o próprio do amor; ela está quase sempre presente, aliás, quando a gente se apaixona. Explico.

O amor que nasce idealiza o amado, mas essa idealização é contemplativa, não é normativa. Ou seja, pedimos, eventualmente, que o amado ou a amada estejam perto de nós, mas não que mudem e ainda menos que renunciem a serem quem eles são.

Claro, enxergamos neles algo que eles podem não ser, mas o encanto amoroso é justamente esse engano: "Seja como você é, pois é assim que descubro em você tudo o que quero, mesmo que talvez você não seja nada disso". Em suma, o amor, inicialmente, é respeitoso. Se você não é bem o que vejo em você, o engano é meu; amar consiste em querer e saber continuar se enganando.

As coisas mudam quando começamos a medir a distância entre o ser amado e o ideal que lhe penduramos nas costas. De repente, o engano nos parece ser uma artimanha do outro; é ele que deveria se emendar para voltar a ser o ideal que inspirava nosso amor.

O encanto do começo se transforma, assim, numa lista inesgotável de pequenas ou grandes exigências. Tudo o que pedimos ao ser amado (que ele ganhe mais, que seja simpático com nossos amigos, que nos acolha com um sorriso, que pare de roncar no nosso ouvido, que leia Goethe em alemão, que não coma com as mãos, que não caminhe na nossa frente na rua, que esteja em casa na hora certa) é apenas um derivativo. O que queremos é a volta do que nós mesmos perdemos: o encanto pelo qual enxergávamos nosso ideal no ser amado. Esse encanto impunha o respeito, ou seja, permitia que deixássemos o amado e a amada serem, simplesmente, eles mesmos.

A trama de "Mentiras Sinceras" é a de sempre quando, num casal, um dos dois se interessa por um terceiro. Anne ama James e James ama Anne. Mas Anne encontra William, que não tem nada de especial, mas é "easy", e ela quer viver esse amor. James sofre. Anne também sofre. Não se sabe bem como a história de Anne e James terminará (minha hipótese é que o casal resistirá).

A história acontece numa sólida burguesia (ou mesmo aristocracia) inglesa, em que a dificuldade do triângulo amoroso não é parasitada por problemas financeiros ("Se nos separarmos, quem ficará com o quê?"). Anne e James não têm filhos e não devem se preocupar com os efeitos de seus atos e sentimentos nas crianças ("Como ficarão? O que pensarão? Quanto anos de análise tudo isso lhes custará?"). O triângulo amoroso, em suma, é reduzido ao essencial.

É também graças a essa redução ao essencial que o filme pode oferecer uma extraordinária lição de amor. Anne é exemplar por ela não saber as razões de seu amor por William e por continuar amando James. James é exemplar porque sofre, mas trabalha com afinco para evitar transformar seu sofrimento em mais uma cobrança ciumenta. Ao contrário, James se serve da ocasião para reinventar sua capacidade de amar Anne com a generosidade e o respeito do amor que nasce, ou seja, sem lhe pedir que ela seja diferente do que ela é.

A lição que James aprende (e nós com ele) é que o amor, quando não é atravessado e deformado pelas piores exigências neuróticas e narcisistas, confere ao amante um dever para com o amado, mas nenhum direito sobre ele.

Jacques Lacan, um grande psicanalista francês, disse mais de uma vez (a primeira foi, talvez, em seu seminário de 56/57) que o maior sinal de amor é (deveria ser?) o dom do que a gente não tem. Algo assim: "Ofereço-lhe o que não tenho e que você não quer e não me pede". Seja qual for nossa interpretação desse aforismo, ele é certamente o oposto da miséria amorosa ordinária, em que amar significa pedir ao outro o que a gente quer. Ou, pior ainda, pedir-lhe aquela "coisa" de que a gente precisa."


::: Parece bom... Vou ver!

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6:39 PM




EM VEZ DE DISCUTIR A RELAÇÃO, QUE TAL DEBATER?

Encontros O GLOBO apresenta: "A utopia do amor. Existe uma relação ideal?"

O amor é para a vida toda? Ainda existe a busca pelo amor ideal? Não existe mais amor como antigamente? A palavra ficou banalizada?
Todas essas questões serão os temas debatidos no próximo Encontros O GLOBO.

Participarão desta mesa Mônica Martelli, atriz e autora da peça "Os homens são de Marte ... E é pra lá que eu vou"; Laura Kipnis, escritora e autora do livro "Contra o amor"; Mary Del Priore, historiadora e autora do livro "História do amor no Brasil" e Zezé Polessa, atriz da peça "Não sou feliz, mas tenho marido". Mediação da jornalista Ana Cristina Reis.

Não deixe de conferir: segunda-feira, 20 de março, 19h, no Auditório da Sede.
Rua Irineu Marinho, 35

Entrada gratuita. Lotação por chegada. Capacidade para 400 pessoas.

::: Encontro vocês lá!

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Ou basicamente...
6:31 PM


Quarta-feira, Março 08, 2006

O QUE É ISSO, COMPANHEIRA?

Hoje é o nosso dia. O que dizer?
Don't give up the fight!

E amanhã é o meu: 30 anos.
Say something!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


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Ou basicamente...
11:30 AM


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