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Sexta-feira, Abril 28, 2006

FILHOTES DA DITURA PARTE II: AS MULHERES VÃO À LUTA

Sei de histórias de avós que trabalhavam. Mas era sempre algum tipo de trabalho associado a prazer, a se manter ocupada. A profissão mais comum era a de professora. Mas tinham as poetisas, pintoras... Mas não estamos falando de mulheres que podiam oferecer algum risco ao papel do homem de "provedor do lar".

Mas nossas mães, por diversos motivos, puderam fazer diferente. A economia do país já "incentivava" as mulheres a irem em busca de um complemento financeiro para ajudar o marido com as despesas do lar. Temos também exemplos das mulheres que se separavam de seus maridos e não tinham muita escolha a não ser trabalhar para poder se sustentar. É importante ressaltar que esse panorama que tento traçar aqui diz respeito a classe média.

Para terror dos maridos, muitas dessas mulheres se saíram muito bem e conseguiram destaque em suas profissões, apesar da pressão familiar, do machismo, do preconceito e da dificuldade em ter que se dividir nas funções de profissional, mulher e mãe.

Muitas ouviram de seus companheiros:
- Quer trabalhar, eu permito. Desde que minha comidinha esteja na mesa na hora do jantar e nossos filhos prontos na hora de ir pra escola.

Ao comparar o que essas mães aprenderam com seus pais e o que ensinaram aos seus filhos ficam evidentes contradições gritantes e lacunas a serem preenchidas. Mas elas lutaram e é graças a essa luta que hoje é natural a mulher trabalhar. Encontramos mulheres em cargos de chefia e ganhando salários até maiores do que o de seus maridos.

Surgem as supermulheres, verdadeiras heroínas pós-modernas, que para poderem se sentir úteis e produtivas precisam pagar o preço de acumular tantas funções.

O machismo ainda existe e, infelizmente, não só nos homens. As mulheres de hoje consolidaram a conquista das mulheres do passado mas muitas delas ainda continuam presas a velhos conceitos e pensam que o papel de provedor do lar é do homem e ponto final. É um direito delas e quem sou eu pra dizer que isso é errado?

Mas como uma mulher que se divide em três em busca da realização de sonhos e de momentos felizes posso afirmar que os tempos mudaram e uma frase clichê explica bem o que vem por agora: precisamos rever nossos conceitos.

Não quero ser convidada pro casamento da "Maria Gasolina" com o "Cara de Grande Personalidade". Quer dinheiro? Corre atrás. Seja homem ou mulher. E quando um tiver mais do que o outro, se ajudem. Melhor assim do que os dois não terem nada e terem que se amar numa cabana.

Homens e mulheres devem valer pelo que são e não pelo que têm em seus bolsos (ou contas bancárias).

Tem gente que chama isso de visão romântica do mundo mas eu chamo de caráter mesmo.

:::Próxima parte: com a minha mulher, não.

>>>>>>>>>>>>><<<<<<<<<<<<<<<<<<

PS: Queria agradecer a todos que me mandaram mensagens me parabenizando pelo novo projeto do Info etc.
PS 2: Quase ninguém mais comenta nesse blog... O que será que será?

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10:13 PM


Terça-feira, Abril 25, 2006

SHOW ME THE LOVE SHOW ME THE LOVE SHOW ME THE LOVE

O esporte é uma manifestação popular onde as pessoas utilizam o corpo para buscarem o pazer. E é um fenômeno ainda mais interessante já que desperta a mesma sensação não só em quem o pratica mas em quem assiste de perto a sua prática.

Jerry Maguire é um agente de esportes, vivido por Tom Cruise, no filme de mesmo título que rendeu ao ator Cuba Gooding Jr o Oscar de melhor ator coadjuvnte, no papel de um jogador de futebol americano. Esse personagem imortalizou a frase "Show me the money" (mostre-me o dinheiro) mas o filme não se trata de dinheiro e, sim, de lealdade e amor.

Tom Cruise e Renée Zellweiger formam o par romântico. Ela, uma mãe solteira de um lindo menino. Ele, um agente de esportes que acaba sendo forçado a optar por uma carreira independente e recomeçar do zero, com apenas um cliente. De uma união profissional surge uma amizade baseada na lealdade e daí um envolvimento amoroso.

Cruise sem saber se era amor o que sentia acaba se casando com Renée para mantê-la por perto juntamente com seu filho. Ele sentia lealdade, ela sentia amor.

A história vocês conhecem bem mas hoje revendo o filme me dei conta de algo muito sutil que esse filme fala e posso me tornar repetitiva mas vamos lá...

Na vida você pode passar por coisas terríveis e momentos igualmente inesquecíveis: perder o emprego, ganhar dinheiro, perder prestígio, ter prejuízos, sofrer humilhações, ter preconceito, rotular e ser segregado... Tudo isso por motivos diversos em épocas diferentes ou por um único motivo e de uma vez só.

E ao final de tudo, você não vai querer gritar loucamente "Show me the love, show me the love show me the love, show me the love" muito menos ter que esperar por uma resposta. Você vai apenas exigir a entrega do ser.

Sem amor, de fato, nós nada seríamos.
O amor é a única coisa que não podemos deixar para trás.

"Nós vivemos em um mundo cinico, onde a competição é muito dura mas o que importa é que eu te amo."
Jerry Maguire

Mostre-me o amor.

::: E amanhã, a segunda parte da teoria dos "Filhotes da Ditadura"

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1:00 AM


Segunda-feira, Abril 24, 2006

A TEORIA DOS "FILHOTES DA DITADURA"

Meu exemplo de relacionamento na infância era o casamento sólido e feliz dos meus pais. Cheios de problemas, como todos os casais mas acima de tudo com muito companheirismo. Era um bom exemplo. Quem não ia querer aquilo pra própria vida? Eu queria.

No decorrer da vida, esbarrei em uma realidade um pouco diferente daquela. Pessoas completamente perdidas nos sentimentos e, principalmente, nas atitudes. Uma espécie de anarquia social, onde as pessoas não têm mais regras de conduta, valores ou mesmo a menor noção de que caminho seguir.

Falando assim sempre soa como um moralismo católico mas não é disso que estou falando. Estou falando do básico. Educação, sabe? Em amplos sentidos.

Refletindo, debatendo e conversando sobre o tema elaborei essa teoria que chamo de "Os filhotes da ditadura".

Década de 50, Brasil... Vamos lá! O que encontramos?

Uma época em que os homens eram criados para serem "o provedor do lar". Tinham que estudar, optar pelas poucas profissões "seguras" que existiam e encontrar uma boa mulher para casar e ter filhos. Nossos avós, casados, daquele jeitinho que já ouvimos falar: o marido na rua, a mulher em casa; o marido trabalhando, a mulher cuidando dos filhos. Os filhos, no caso, nossos pais. Estereótipos à parte era, basicamente assim. que se comportavam os casais nesse período.


Década de 70. Auge da ditadura.
Alguns desses avós se desquitam. Nossos pais já adultos nessa época. Eles se casam e têm filhos. Nós. Até aí tudo bem. Ou quase. É chegada a hora dos pais educarem seus filhos. Surge o divórcio.

Nossos pais pensam:
- Epa. Agora posso fazer diferente.

Mas o que dizer para os filhos? Será que tudo que nossos avós diziam era errado? Nossos pais aprenderam de um jeito mas botavam a cara na janela e viam um mundo bem diferente. E aí começa a confusão.

Anos 80 e o que mudou, basicamente?
- Fim da ditadura
- Variedade de profissões
- Mulheres trabalhando
- Liberação sexual
- Divórcio

Será que nossos avós que estavam errados ou o mundo é que mudou demais?

Nossos pais, os "filhotes da ditadura", receberam educação mas não souberam como educar seus filhos para o mundo. Porque o mundo lá fora mudou demais e as pessoas por muito tempo se recusaram a enxergar essas transformações. E se enxergaram não souberam traduzir para seus filhos que, envoltos numa nuvem cor-de-rosa e certos de um futuro próspero, descobriram que nem toda história é um conto de fadas e tem um final feliz.



Nahum B. Zenil, Retrato de familia, 1978. Mixta / papel, 36.5 x 51 cm.
Mais trabalhos do artista em Laberintos


PROFISSÃO:

Vou usar uma simulação de diálogos para falar de algumas coisas que envolvem o primeiro tema: escolha da profissão, diploma na mão e garantia de emprego.


Os avós:
- Meu filho, não se preocupe, você vai crescer, virar doutor e cuidar do consultório junto com o papai.

Os pais:
- Meu filho, tá tudo bem. Você vai crescer e arrumar um emprego. A "boa" notícia é que você pode escolher a profissão que quiser. Não precisa ser médico como o papai, a nào ser que você queira, claro. Amanhã mesmo compro o "Guia do Estudante" pra você escolher entre os 253 cursos oferecidos nas universidades. Aos 17 anos, você faz o vestibular e pronto. Com um diploma na mão o seu futuro está garantido. É moleza. Papai tá aqui. (Ou não. Já existe o divórcio, lembra?)

Os filhos:
- Pai, eu não sei que profissão escolher.
- Como assim? Você está no último ano de engenharia. Já escolheu sua profissão.
- Mas descobri que não era bem o que eu queria. Eu estou na dúvida. Mas acho que quero ser jornalista ou psicólogo.


Hoje em dia:
- Pai, você me ajuda a comprar um táxi?
- Táxi, meu filho? Como assim? Vocë é psicólogo formado. Tem diploma. Como vai virar motorista de táxi?
- Mas eu não consigo emprego.

É claro que existem milhares de pessoas bem sucedidas. Jovens que conseguiram fazer escolhas perfeitas ainda na adolescência. Mas, assim como eu, você também deve conhecer um monte de pessoas frustradas por terem seus sonhos desfeitos e outro monte que nem chegaram a transformar sonho algum em realidade.


:::Próxima parte: as mulheres vão à luta

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Ou basicamente...
6:37 PM


Segunda-feira, Abril 17, 2006

VOCÊ CONHECE....

... alguém que tenha utilizado a internet para detonar algum ex-namorado(a)? Vale Orkut, site pessoal, blog, irc...
Preciso urgentemente da ajuda de vocês. É pra uma matéria e utilizaremos pseudônimos para manter a privacidade dos personagens. Aguardo o contato.

::: Estou preparando um megapost e em breve estarei de volta.

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Ou basicamente...
3:39 PM


Domingo, Abril 09, 2006

FRASE DA SEMANA
"Você nasce sem pedir e morre sem querer. Aproveite o intervalo."

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Ou basicamente...
6:58 PM


Terça-feira, Abril 04, 2006

TRAIR É NORMAL?
por Eduardo Martins, do inconsciente e-coletivo


Acabei de ler uma matéria dessas que "ajudam" a mulher a evitar o problema da traição.

É muito triste ver que há tanto estereótipo junto. Fico pensando em como as pessoas tentam explicar comportamentos coincidentes num lugar onde há mais de 6 bilhões de pessoas dos mais variados credos, política, criação, experiências vividas e reações. É bem verdade que existem comportamentos coincidentes mas pra falar sobre isso é necessário mostrar vários grupos ou vão sempre focar na mesma coisa, os mesmos problemas e caímos nos mesmos estereótipos (que é culpa da mulher que não sabe trepar, etc, etc...)

Aí eu pergunto: quanto grupos existem neste vasto mundo? Quantos grupos devemos pegar a fim de estudar o comportamento do traidor? É muito gozado ver o comportamento de pessoas várias e ficar olhando pro calcanhar da pessoa próxima da gente; é uma luta inglória... Penso que devemos estar adiante disso. Nos preocuparmos com o nosso próprio comportamento, do nosso parceiro, dos nossos filhos e das pessoas mais próximas (se elas nos fizerem alguma diferença). Fora isso é dar laço na Estátua da Liberdade. Desde que o mundo é mundo existem discussões que não levam a conclusões, por isso prefiro viver e fazer a minha parte.

Já cheguei a conclusão que problema algum é motivo para que alguém traia; seja sua mulher, seu marido ou a confiança de qualquer outra pessoa de suas relações. Quem quiser explicar o mundo: go ahead...

O lance é que esses papos vendem bem. Uma das normas da Psicologia reza que dentro de grupos estudados podem existir subgrupos, com subgrupos contendo subgrupos, que contêm subgr... Ou seja: "Onde não há regra, não se traça linha"

A utilidade que vejo nesses artículos que rodam por aí é que, ao ler sobre o assunto, as pessoas despertam e até mudam a vida de alguma de alguma maneira, isso é fato. E quanto mais se abrange o campo citando grupos e subgrupos fica mais fácil; a mulher lê aquilo e pensa: "-ah eu sou boa de cama... não preciso me preocupar." ou a mulher que é ruim de cama lê e reflete: "-ai meu Deus! A culpa é minha..."

Isso é triste.

E a mulher que deseja resolver seus pontos de relacionamento, vai se basear em quê?

Lair Ribeiro?

João Bidu?

Maurício de Souza?

Paulo Coelho?

Depende de muita coisa.

Ou vai se basear na observação de fatos do seu quotidiano e da pessoa em questão?

Posso até estar citando como exemplo uma classe social com nivel de esclarecimento mais alto, educação de primeira, tudo isso influencia mas tem gente que nao lê nada dessas baboseiras e vai sem querer folhear uma revista num consultório médico e de repente se toca. E muitas vezes até a mulher esclarecida pira com as tais baboseiras, a vantagem é que minutos depois o que parecia ser a maior conclusão do universo cai por terra na fila do banco...

Agora reflita se não é justamente na classe esclarecida que as pessoas enchem o peito e dizem: COMIGO NÃO...

O mundo está doente, cara leitora (ou leitor) e NÃO há cura! Não me venham agora dizer que gente que nao transa todo dia vai ser traída ou vai trair. Malditos tropicais... Façamos uma excursão aí pro Alasca ou pra Escandinávia; Vamos fretar um avião pra Itália. Iremos perceber que os brasileiros são um dos povos com mais frequência de relações e, ainda assim, deviam se preocupar com traição? Vejam a incoerência.

O problema é mais além, de cunho socio-cultural, pouco q ver com frequência. Resumindo: falta de vergonha na cara. Afinal, os hormônios q correm nas veias tupiniquins estão tb no corpo de um homem da Líbia e brotam também nas entranhas masculinas da Mongólia. Caráter distorcido do traidor, isso sim.

É fato que se a frequência DIMINUI, algo causou a alteração, dezenas de fatores podem ter gerado o incômodo. Mas não me venham dizer que isso é o passaporte para arrumar um almoço de última hora com a estagiária do 3º andar ou um chopinho com a colega depois do horário com vistas àquele motelzinho de quinta.

Há ainda a constatação de que as pessoas se relacionam cada vez mais de modo torto. Sem amor, sem afeto. Aí, lógico, a mistura explosiva está pronta! Primeira alternativa? Trair. Afinal, se eu amo a mulher com a qual divido a vida não há problema ou disfunção que me faça traí-la. Coisa de homem sem caráter num mundo doente e terminal.

É muito simples: não há justificativa para se trair a confiança de outra pessoa. Penso que a culpa é (e sempre será) única e exclusivamente da pessoa que trai. Só que o colega que vai beber com o filho-da-puta no boteco na mesma noite abona a culpa do sujeito. Assim como a sexóloga-política também diria que a vacilona é a mulher que não deu direito ou o pseudo-apresentador-psicólogo das tardes que vai abominar a pobre da mulher que talvez tivesse um problema (esse sim de cunho psicológico) e não teve (ela sim) a compreensção do pseudo-amante de merda!

E coloco aqui a mulher como traída mas o inverso também se aplica. Tá cheio de mulher traíra.


::: Aproveitando o tema, vale a pena dar uma lida na matéria do NoMínimo sobre o site criado por nos EUA por mulheres que foram vítimas de traição, onde é possível fazer uma busca por nome e caracterísitcas de homens infiéis. Funciona mais ou menos assim: você conhece um carinha, acha ele um fofo e tal e vai até o site dar uma busca no nome do sujeito pra descobrir se ele é mesmo um fofo ou mais um cafajeste. É só ir lá e puxar a ficha corrida. A idéia é ótima e se pega por aqui ia dar o que falar.

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Ou basicamente...
6:39 PM


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