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Quarta-feira, Agosto 30, 2006

MULHER ENLOUQUECE, PENSE NISSO

O meu querido amigo Inagaki republicou no blog dele um texto maravilhoso que foi feito especialmente para a série de textos sobre Mulheres Modernas aqui no Kit Básico.

Lendo o texto dele, acabei me lembrando de um papo nosso no MSN sobre como as pessoas ficavam cada vez mais malucas a cada relacionamento: mulheres enlouquecendo os homens e vice-versa.

Foi no meio dessa conversa que falei uma frase que diz muito sobre o meu atual momento: "A cada relacionamento eu fico mais sã."

Se vocë não leu "Entre o moderno e o eterno", de Alexandre Inagaki, vale a pena ir e conferir. E se quiser ler a série completa, com textos incríveis de grandes blogueiros, clique aqui.

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11:00 PM


Domingo, Agosto 27, 2006

RABISCOS NUM CADERNO EM 2002

Vou dormir pra sonhar
E enfim poder estar
Em um lugar perto do olhar
E enfim te encontrar

::::::::::::::::

Mas tudo tem sua hora
E o relógio não passa
Disso eu sei
Sou escrava do tempo
E de você

::::::::::::::::

Palavras sem nexo. Poesias concretas. Amor sem promessas. Verdades perversas. Crueldade infinita. Pureza discreta. Timidez controversa. Mente dispersa. Medo constante. Paixão sem volante. Estrada sem meta. Caminho inverso. Mentiras sem fala. Olhar pro destino. Beber sem ter sede. Sentir sem macete. Artimanha dos feios. Golpe de espada. Ladrão sem uma arma. Fada sem vara. Mágica às claras. Jogar querendo perder. Ganhar o segundo prêmio. Correr por correr. Lutar pra vencer. Sorrir pra chorar. Surto sem cólera. Amor sem entrega. Busca incompleta. Repostas escassas. Nomes sem rosto. Corpos com gosto. Gestos forçados. Você contra mim.

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9:44 PM


Domingo, Agosto 20, 2006

MSN, DOR DE CABEÇA E AMOR...

[17:53] Tata: Tô com dor de cabeça.
[17:53] Tata: Será que é chifre? rs
[17:55] XXX: É não.
[17:55] XXX: Tu já foi chifrada e só doeu depois.
[17:56] Tata: Verdade.
[17:56] Tata: Até porque todo chifre é virtual.
[17:56] Tata: E chifre não me incomoda mais...
[17:56] Tata: Já abstraí isso.
[17:56] XXX: É verdade.
[17:56] XXX: A Tata é uma mulher moderna.
[17:56] Tata: Eu sou é uma mulher pragmática.
[17:56] Tata: E aprendi a me amar.
[17:57] Tata: E amor não tem nada a ver com sexo nao é mesmo?
[17:57] Tata: O amor deve ser um sentimento que brota sem esperar retorno
[17:57] Tata: Eu amo e pronto. O resto é o resto. Não me pertence. rs
[17:58] XXX: Não, não tem nada.
[17:59] XXX: Do contrário não se amaria os pais e os filhos.
[17:59] Tata: O tal do amor incondicional...
[17:59] Tata: Mas dizem que ele so existe mesmo entre pais e filhos
[17:59] XXX: Bem, nem todo amor é incondicional.
[17:59] XXX: Isso não quer dizer que deixe de ser.
[17:59] Tata: Será que eu evolui tanto que consigo amar as pessoas dessa maneira?
[17:59] XXX: Não, não conseguiu.
[17:59] Tata: Mas melhorei muito... Rs
[17:59] Tata: Não sou mais egoísta como eu era.
[17:59] XXX: Se alguém fizesse uma sacanagem com você, você deixaria de amar.
[18:00] Tata: Não deixaria de amar.
[18:00] XXX: Deixaria.
[18:00] XXX: É natural e necessário.
[18:00] Tata: Só deixaria de demonstrar o meu amor.
[18:00] Tata: Mas guardaria com carinho tudo que esse alguém fez de bom por mim.
[18:00] Tata: Acho que o amor se transformaria. Não o cultivaria mais, provavelmente.
[18:00] XXX: Em ódio.
[18:00] Tata: Ódio não.
[18:00] Tata: Não sou assim.
[18:00] Tata: Não consigo.
[18:00] XXX: Você esquece?
[18:01] Tata: Não.
[18:01] Tata: Mas também não lembro.
[18:01] Tata: Não fico remoendo.
[18:01] XXX: Entendi.
[18:02] Tata: Percebe?
[18:02] Tata: Mas a minha cabeça ainda dói... rs

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10:05 PM


Terça-feira, Agosto 15, 2006

DÉJÀ VU

Um dia você acorda e pensa que vai ser mais um dia na sua vida. Aquela de sempre. Ou a dos últimos meses. Até o segundo em que você repara à sua volta e percebe que algo está diferente. Você não sabe bem o que é mas sente, pressente... o presente. E nele não há mais o amor. Só a sensação dele, do que passou. Como um rastro, um cheiro, um sabor. Um simples lembrar do que viveu, que já foi, já era, já é. Quase um déjà vu .

Existe o você se despedindo do nós, desatando as amarras e deixando a água levar, a mente vagar e a alma fluir. E então, ao derramar uma lágrima, poder voltar a sorrir, sair, sentir e, enfim, renascer. Recordar sem temer o passado que hoje é saudade. Viver o presente que é realidade em carne viva em corpo trêmulo.

A dor vai passar e virá a vontade de viver tudo outra vez. Tudo tão igual e tão diferente. Sem ter medo que o futuro um dia se torne um reflexo do passado. E um presente doloroso ressurja. Não existe vida sem marcas. Cicatrizes na alma são medalhas de uma guerra onde quem sobrevive vence e é herói.

::: Texto originalmente publicado em 12 de maio de 2005

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12:45 PM


Domingo, Agosto 13, 2006

SOBRE A MINHA SOLIDÃO

Texto de Marcello Senise*


"Navegando pela Internet, e realizando um dos meus passa tempos prediletos, que resume-se em ler os excepcionais artigos publicados em alguns blogs, me deparei com o artigo da competente Rosana Braga intitulado "Síndrome da Solidão - Você Tem?" publicado no blog Amadurecendo. Acabei não resistindo a tentação de dissertar sobre o tema, contribuindo mesmo que de maneira pálida, com a reflexão deste, que para muitos, é um incomodante tema.

Há muitos tipos de solidão. Com certeza o melhor deles é a simples de ausência de alguém em nossas vidas. Trata-se de uma solidão primitiva ¿ que fica ali entre o que de fato queremos e o muito do que nos ensinaram a querer. Solidão de filme de cinema, solidão de novela das oito ¿ que parecem ser resolvidas pela mágica de gente que sai do todo e entra em nossa vida ¿ como o faz o coelho da cartola do mágico. Queria muito que minha solidão fosse assim, que minhas dores pudessem ser diminuídas por mero calor, gente sentada a mesa e banco ao lado do carro ocupado.

Mas eu não sou assim e a minha solidão ¿ ou as muitas que tenho ¿ passam longe do lugar comum das coisas que se dizem e se resolvem facilmente. Não sinto solidão na pele ¿ sinto-a na alma e por isso mesmo o frio que me segue e fere ¿ transcende as soluções baratas e até mesmo engraçadas. Não tenho solidão de estar ao lado ¿ sinto falta de estar dentro e ao mesmo tempo de também ser invadido e por mais dura que seja a palavra invasão não há muito como explicar estas necessidades que há muito tempo ficaram fora dos manuais que fazem as vidas tranqüilas e ao mesmo tempo vazias. Sim ¿ eu sou muitas vezes solitário ¿ e estupidamente todas as minhas solidões foram um ser que ri muito, que acha graça da grande maioria das coisas, que tem fé e sentido na vida.

Talvez fosse bom às vezes ter a solidão comum ¿ e em um momento outro fingir que entendimento é amor, que acordo é cumplicidade e que lutar por coisas comuns e quase que um alicerce para o que chamam de família. Passaria fome e sede de gente ¿ mas também pareceria menos estúpido aos demais e talvez ate me convidassem para festas infantis. Mas eu não sei ser assim ¿ e algo sempre me diz que a vida que levo sem companhia ¿ em mim ¿ tem mais qualidade do que a maioria dos que tentam fazer a vida em fotos, gerar felicidade em eventos cujos roteiros e os scripts mais me parecem normas de trabalho.

Talvez se eu fosse mais agradável, se não risse das mulheres que tiram a roupa de forma igual para todos os homens, se achasse graça nas surpresas quando ao mínimo toque do pacote já se sabe o conteúdo ¿ enfim ¿ se eu me portasse como deveria me portar.

Bem sei que não consigo explicar a minha solidão ¿ esta necessidade de encontrar nesta vida alguém que em outra no passado tenha lido os mesmos que li também por lá, este às vezes desesperador senso de fazer amor com a pele, com os olhos, com o ar e o luar ¿ usando o corpo apenas para materializar coisas que nem mesmo sei explicar como são e onde as aprendi. Este desejo de dar de comer na boca ¿ mas que o talher e o alimento não sejam mais do que símbolos de um gesto que se faz aqui mas se concretiza em lugares paralelos e distantes. Esta coisa de conversar com os olhos, de beijar com gestos, de que o caminhar lado seja de fato um ato de sincronia ¿ sem ensaios. Esta coisa absurda de estar perto quando se está longe.

Morrerei sozinho ¿ mesmo assim achando que tudo o que o povoa minha mente é menos solidão do que a maioria dos que conheço e se apresentam em pares. Seguirei pela vida ¿ eu e o amor não concretizado ¿ mas tudo que sinto por isso me faz muito mais amado do que muitos dos acham ter algo em comum.

Eu e a minha solidão. Uma cumplicidade quase tão perfeita que olhando bem pode até ser mesmo um caso de amor."


* Marcello Senise é sociólogo, Secretário Geral do Instituto Internacional da Juventude para o Desenvolvimento e eventual colaborador desse blog.

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7:12 PM


Terça-feira, Agosto 08, 2006

HOMENS QUE SOFREM COM MULHERES QUE AMAM DEMAIS

Recebi o e-mail abaixo de um leitor do blog. Ele me contou a sua história e pede nossa ajuda.
Se você tem alguma história pra compartilhar ou algum conselho útil, por favor, deixe o seu comentário.

>>>>>>>>>>>>>><<<<<<<<<<<<<<

"Seu blog é muito voltado pra o lado feminino. Eu acho que sou meio mulher no corpo de homem, com desejos exclusivamente de homem, ou seja: adoro mulher. Só tenho amigas mulheres, tenho uma filha de dois anos, uma irmã, três cunhadas e sobrinhas, alem da mamãe e da minha esposa. E o blog me ajudou. Gosto muito do mundo das mulheres. É muito mais subjetivo e enigmático mas, ao mesmo tempo, simples: é só carinho o que vocês precisam. O que mais me agradou foram as dicas sobre o silêncio dos homens. Queria muito que minha esposa entendesse isso mas acho que ela não quer. Ela é muito possessiva e chega a me sufocar. Não consigo entender porque ela é assim ou porque ela tem que ser assim. Isso está me deixando sem saída. O que eu posso fazer...? Preciso de uma ajuda. Não consigo que ela se sinta segura por mais que eu declare que eu a amo, por mais que me afaste de amigos, do que eu gosto e desaponta a ela. E ela continua achando que eu a traio. Vai chegar ao ponto que vou passar o dia em casa, preso, e ela ainda assim vai achar que eu a traio.

Eu já tentei de todas as maneiras lutar pra que ela entenda isso. Ela acha que não precisa do Mada ou de algo desse tipo. Eu ja cheguei ao ponto de me anular para que ela estivesse bem, mas o mais impressionante é que não consegui. Em 2003, tínhamos seis anos de casados, fazíamos parte do encontro de jovens casais ¿ somos um casal muito jovem e somos católicos ¿ e o mais impressionante é que ela achava que eu tinha outra. Todos os dias me dava uma mulher, me cheirava, queria saber onde eu fui, com quem falei... E eu, no comeco, achava normal. Fui conhecendo amigos e começei a ver que as outras mulheres não eram assim. Ao ponto que não aguentei mais e saí de casa. Ela chorou, me culpou, disse que eu errei porque tinha saído de casa por causa de outras. Mas aí, claro, conheci o mundo: sair, amigos, farras, dançar... Bom, conheci outras meninas mas ainda tinha um vazio em mim: era a falta da minha família, dos meus filhos e dela, principalmente. Voltei mas foi pior. Ela não mudou. Piorou. Agora chega ao ponto de ligar pro trabalho pra ver o histórico de ligações pra minha sala. Não possuo mais usar celular, não posso ir aos jogos do meu time, não posso ficar na esquina... resumindo: a minha vida tá sucumbindo.

O que fazer?"


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12:42 PM


Sexta-feira, Agosto 04, 2006

O TEMPO

"O tempo é muito lento para os que esperam, muito rápido para os que têm medo, muito longo para os que lamentam, muito curto para os que festejam. Mas, para os que amam, o tempo é eternidade..."
Shakespeare

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4:58 PM


Quarta-feira, Agosto 02, 2006

PAPO MAIS SEM SENTIDO

Tem coisas que o dinheiro não compra mas com Mastercard você já encontra felicidade na liquidação do Submarino, em 6x sem entrada. Corre que dá tempo. Nada que em dois ou três cliques você não resolva. Só não lê as letras miúdas com o regulamento da promoção lá você vai ver que é tudo virtual. Você queria o que? Felicidade real é mais caro e anda em falta no mercado. Se não gostar, leva um DVD, um livrinho de auto-ajuda ou um iPod, já que eu não tô podendo me estressar. E quem tá? Eu sei, tem aquela sua prima, não precisa me contar tudo de novo que eu tô lembrada. É uma que adora um barraco e faz de qualquer ida ao supermercado uma mistura de Zorra Total com Comando da Madrugada. Podia ser pior, pensa comigo. Faz melhor, não pensa não. Aquele blogueiro andou falando que pensar enlouquece. Pense nisso, rapaz! Faz cara de paisagem, finja que é uma estátua da Praça Paris e fica aí olhando pra Niterói que é o melhor que você faz. Qualquer hora dessas você arruma uma mulher samambaia, daquelas burras feito uma porta, que só servem pra enfeitar o ambiente. Antes passa na lotérica e faz um joquinho quem sabe você fica rico? Porque já diz o ditado quem gosta mesmo de homem é viado. E não me venha com meias verdades nem com meias porções, nem dizer que não existe ex ou meio viado nem filho de puta chamado Júnior ou enterro de anão. Porque não é bem assim que a coisa funciona. Pra tudo nessa vida pode se dar um jeitinho à moda brasileira, desde que mal passado e com molho à campanha. Só no sapatinho sem esquecer do sufixo mágico que não é quadrado mas bate um bolão. Quatro letrinhas e já vira o rei da malandragem mandando descer um, descer dois choppINHOs, na pressão, é claro, já que você não é santo e muito menos é feito de barro. E tem remédio melhor pra sangue quente? Cala a boca, Chapolin Colorado, não tá vendo que eu to irritada? Você me lembra um vizinho que mede sua fama como se fosse galã da Globo mas na real não passa de super herói mexicano. Tá cheio de gente assim por aí. Você mesmo deve conhecer algum tijucano do Andaraí que enche o peito pra dizer que é brasileiro, com muito orgulho e pouco amor, já que a grana anda curta e ele não dá bola pra Raimunda. O mundo anda complicado mas relaxa que a vida passa. Agora corre que tá na tua hora. Só não esbarra. Quer passar, passa com cuidado. Vê se não pisa no meu pé. Até porque o lugar tá cheio e e ia pegar mal te dar uma porrada ou gritar de raiva. E isso me deixaria puta, ou melhor, quase puta!

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1:59 PM


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