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Quarta-feira, Janeiro 24, 2007

E SE...

...eu não tivesse ligado na hora errada?
...eu não mudasse de cidade?
...eu tivesse ido encontrá-lo?
...eu não tivesse recusado dar uma volta na praia?
...eu ficasse mais um dia na cidade?
...eu falasse "te quero" ao invés de "até logo"?
...eu não acordasse de madrugada?
...eu não tivesse esperado acordada?
...eu fosse menos romântica?
...eu tivesse dito "me beija" aquele dia no cinema?
...eu não fosse tão problemática?
...eu ficasse na ilha pra sempre?
...eu tivesse dado logo um fora?
...eu não desistisse tão fácil?
...eu pudesse voltar no tempo?
...eu pudesse mudar meu futuro?

Taí! Isso eu posso!
Só não sei SE eu consigo...

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Ou basicamente...
9:58 AM


Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

BIG PÉROLAS BRASIL

- Quando você tiver bem louca você me chama?
- Chamo sim.


|
Ou basicamente...
9:53 AM


Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

SONHO DE CONSUMO

Quero muito!!!! Aceito doações!




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Ou basicamente...
10:39 PM


Terça-feira, Janeiro 09, 2007

SALVADOR "METÁ-METÁ"

Um passeio por uma cidade que é metade pop e metade chique

Por Renata Maneschy

Que a cidade de Salvador é cheia de graça e beleza todo mundo sabe, mas existe uma característica ainda mais marcante nesta terra que foi a primeira capital do país: a dualidade. E é entre a cidade alta e a baixa, o sagrado e o profano, a cocada branca e a preta que encontramos os soteropolitanos, seres encantadores e dotados de expressões criativas como "metá-metá", que nada mais é do que o jeito divertido do baiano dizer metade-metade. Esta é a terra de um povo festeiro que enche a boca com orgulho para falar que baiano não nasce, baiano estréia; muito menos morre, apenas sai de cena, e que aquilo que cai do céu não é chuva, é sol líquido. Criatividade que vai além das palavras e da beleza de suas praias, e se reflete na moda, na gastronomia e nas artes. Acredite: se metade de Salvador é pop, a outra metade é chique.



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"METÁ" POP

No dia 8 de dezembro, Salvador comemorou a data de Nossa Senhora da Conceição da Praia, a padroeira da cidade. Foi a primeira de muitas festas religiosas que acontecem por aqui nesta época do ano. No próximo dia 11, é a vez da Lavagem do Bonfim, uma das manifestações religiosas mais populares e conhecidas da capital baiana. Os rituais, que levam milhares de pessoas às ruas, são uma atração à parte para os turistas que chegam no verão à cidade. Entre os próximos dias 24 e 27, acontece outra grande festa desta época, o Festival de Verão, com intensa agenda musical.

Essa programação, com festas religiosas e shows de música, faz parte de um grande ensaio para o grande momento, em fevereiro. Considerada
a maior festa popular do mundo pelo ¿Guinness¿, o livro dos recordes, o carnaval da Bahia reúne mais de 2,5 milhões de pessoas. Os desfiles dos blocos com seus trios elétricos e integrantes vestidos com abadás são acompanhados de perto pelos foliões ao longo das ruas em todos os
dias da festa.

Para quem não vai atrás do trio elétrico, há diversos camarotes, ao longo dos três percursos - Dodô, Osmar e Batatinha - que oferecem mais opções para quem quer desfrutar da festa com conforto. O do Planeta Othon, por exemplo, no Circuito Dodô (Barra-Ondina), oferece, além da vista do desfile, 21 ambientes que incluem boate, salão de beleza, cinema, sala de massagens, entre outros. Mas o mais procurado no fim da festa é o lounge dos morgados, cheio de redes e com música tranqüila, uma visão do paraíso pós-folia.

Quem promete ser a sensação do carnaval 2007 em Salvador é o Motumbá. A banda, liderada pelo cantor e percussionista Alexandre Guedes (ex-Timbalada), lota a Praça Pedro Arcanjo, no Pelourinho, todas as sextas-feiras e, a julgar pela empolgação dos baianos, promete extrapolar os limites da Bahia e estourar em todo o Brasil. Além de Alexandre, a banda conta com mais 14 artistas e mescla ritmos afro, pop e caribenhos em composições próprias como o hit ¿Bororó¿ e também em novas leituras de clássicos da MPB.

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"A Bahia é muito pop", por Lázaro Ramos*

Apesar dos inúmeros defeitos que a Bahia tem, de ainda ser uma terra sectária para quem vive lá, ela acaba sendo pop no tratamento com as pessoas que vêm de fora. Isso é uma característica. O baiano faz questão de tratar o outro bem. E a Bahia também é pop em relação à produção cultural, que é muito diversificada em teatro, artes plásticas e outras manifestações de cultura. Resumindo, culturalmente a Bahia é muito pop.

* Lázaro Ramos é baiano e ator


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FESTIVAL DE VERÃO: Muitas tribos em um único lugar

O Festival de Verão, que será realizado no Parque de Exposições de 24 a 27 deste mês, reúne, num só lugar, tribos de todos os cantos do país. Bandas e cantores de rock, pop, MPB, forró, axé e samba, além de DJs, animam um dos eventos musicais mais importantes do país. Nesta nona edição, o festival conta com uma atração internacional de peso: o cantor Ben Harper,
que se apresenta no último dia do evento. Além do californiano, o público estimado em 200 mil pessoas poderá conferir shows de Jota Quest, Cidade Negra, O Rappa e Marcelo D2.
O axé, é claro, também tem vez, capitaneado por Ivete Sangalo, Jammil e Uma Noites, Babado Novo e outros nomes. Os destaques da programação se
apresentam no palco principal, um complexo de 16.800 metros quadrados. A área total de 90 mil metros quadrados do festival inclui ainda uma arena de esportes, com pistas de skate; o palco Tendências, para novos artistas e sons; o Multispace, com cinema, cibercafé, lojas e boate, e a Tenda Universitária, com apresentação de bandas novas, além de dois camarotes
e pistas de dança com DJs.


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"METÁ" CHIQUE

O tempero baiano é famoso, e quem chega a Salvador quer logo comer acarajé, moqueca, vatapá, caruru... São muitas as opções? O baiano não acha. Tanto que em Salvador há restaurantes que representam o que há de melhor não apenas na cozinha regional, mas também na internacional.

Um dos mais badalados hoje em Salvador é o novo restaurante Amado, onde o chef mineiro Edinho Engel mescla comida brasileira com o que há de mais sofisticado na culinária contemporânea. A carta de vinhos tem mais de 160 rótulos de diferentes países, armazenados em duas adegas climatizadas. O projeto é assinado pelo arquiteto Paulo Jacobsen e une elegância e descontração em três ambientes, com destaque para o deque com vista para a Baía de Todos os Santos.



Para quem prefere fugir do sabor apimentado local, uma sugestão é o Soho, de comida japonesa, que chegou a ser eleito o melhor da categoria na Bahia. Além de sushis e sashimis, tem cardápio diversificado. O forte são os grelhados, que podem ser acompanhados de batata rosti e farofa com bacon, uma influência do tempero baiano. Não deixe de experimentar as deliciosas caipirinhas de saquê de diversos sabores e de pedir um lugar na varanda, com chão feito de vidro e vista para o Forte de São Marcelo.



A transição do pop para o chique fica por conta de Jaqueline Costa Lino, de 41 anos, designer de moda e dona da Jackie L, no bairro da Barra. A loja existe há cinco anos e trabalha com peças que buscam na religiosidade a sua inspiração, como o relicário de prata com a inscrição "Ave Maria" em uma ponta e "Cheia de Graça" na outra, ou a camiseta de Iemanjá com bordados. É um lugar onde turistas podem encontrar suvenires que são a cara de Salvador, mas com um toque de exclusividade.

Outro exemplo de como Salvador pode ser chique está no Pelourinho, mais precisamente no ateliê de Márcia Ganem. A estilista baiana há oito anos descobriu e patenteou a fibra de poliamida e fez dela a base de sua criação.

- Bebo da fonte cultural da moda ao buscar as tradições africanas. Isso se reflete numa releitura da cultura e da religião em um material inovador e único - diz Márcia Ganem, que participou da última semana de moda em Madri e tem suas roupas vendidas em lojas por toda a Espanha e em um showroom em Miami.



Do outro lado da cidade, na Ribeira, pode ser encontrado o artista Prentice, que pinta azulejos e produz artesanalmente de quadros a murais de decoração para piscinas.
- Quando eu era criança, sonhava em ser presidente da República para poder conhecer pessoas do mundo inteiro. Hoje, são elas que vêm até aqui para conhecer o meu trabalho. Só posso ficar muito feliz com isso. Até o embaixador da Rússia já veio me visitar - conta, cheio de orgulho.



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"Esta terra abençoada", por Edinho Engel

Neste último ano vi a bela Salvador tornar-se destino de um turismo de alto nível. Foi-se o tempo em que comida boa era só a de rua e a dos botecos. Hoje, come-se muito bem em Salvador. Existe uma gastronomia emergente, jovens chefs e ótimos restaurantes de cozinha contemporânea, francesa, portuguesa e japonesa, de pescados e, evidentemente, de culinária regional. Nomes? Muitos! Trapiche Adelaide, Marc Le Dantec, Conventual, Soho, Shiro, Mistura e o Amado, é claro. Mas chique mesmo é ver o pôr-do-sol da Baía de Todos os Santos, usar sandálias de dedo, comer acarajé e tomar caipirinhas das muitas frutas tropicais que esta terra abençoada tem.

* Edinho Engel é chef do restaurante Amado e está na Bahia desde agosto do ano passado

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Matéria publicada no dia 4 de janeiro de 2007, na Revista Boa Viagem, do jornal O Globo.


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Ou basicamente...
9:37 PM


Sábado, Janeiro 06, 2007

ANDANÇAS...

O ano mal começou e, sim, eu já estou vivendo uma crise existencial.
O que aconteceu? Nada demais. É que ser supermulher dá um trabalho danado e eu ando cada dia mais incompetente.

Quando eu era criança, minha prima tinha um quarto só pra ela. Um quarto com uma cama de madeira pintada de branco centralizada na parede. Em cima dela, várias almofadas e bonecas espalhadas ajudavam a fazer daquele quarto um verdadeiro sonho de menina. No meu quarto, eram duas camas encostadas na parede. Uma no canto esquerdo e outra no canto direito separadas por um criado-mudo. Alguns anos depois, ganhamos uma beliche de madeira. Mas não era uma beliche qualquer. Era daquelas diferentes, com uma escrivaninha embutida. Minha cama era a de baixo, portanto, a escrivaninha era minha. Aquilo me dava um certo ar de independência. Ainda não era uma cama centralizada na parede mas já era o meu canto.

Com nove anos, a família toda foi morar em SP e, no ano seguinte, fomos para um apartamento menor. Quando cheguei no apartamento novo descobri, para minha tristeza, que minha mãe tinha trocado a beliche por novamente duas camas, uma em cada canto da parede, dessa vez separadas por uma cômoda. Três anos depois, após mais duas mudanças e de volta ao Rio, consegui a minha cama branca centralizada na parede. Minha irmã já não morava mais conosco. Enfim, eu tinha um quarto só pra mim, do jeito que sonhava. Sem bonecas mas com meus posteres do Garfield espalhados pelo quarto. Uma escrivaninha linda embaixo da janela. Seis meses depois nos mudamos novamente.

Meu pai não é militar mas seu trabalho exigia mudanças eventuais. Mais eventuais do que eu gostaria. mas eu me acostumava, me adaptava. Não tinha escolha.

Aos 18 anos, já tinha morado quatro vezes em São Paulo, quatro vezes no Rio, uma vez em Teresópolis e estava de malas prontas para ir morar em Salvador pela segunda vez. Dessa vez não seria apenas uma adaptação escolar que me esperava ou mesmo fazer novos amigos, teria que largar um emprego e a faculdade recém-começada. Mesmo assim, triste, eu fui.

Logo nos primeiros quinze dias, desenvolvi uma estratégia arriscada sem saber direito se daria certo, para poder retornar e retomar a minha vida deixada no Rio: simulei uma crise de depressão. Quando meu pai saia para trabalhar, me via deitada na cama ouvindo um cd do U2. O sol estalando lá fora e eu embaixo do cobertor, chorona e ouvindo a mesma canção. Ao retornar do trabalho, ele entrava no meu quarto e me via lá no mesmo cenário desanimador da manhã. O que ele não sabia é que entre esses dois momentos eu levantava, dançava, sorria... Só não ia à praia para ele não perceber um bronzeado que denunciaria o meu plano.

Deu certo. Em menos de dois meses ele permitiu que eu voltasse para o Rio e ficasse com a minha avó. E assim eu fiz.

Em dois dias consegui meu emprego de volta e em seis meses aluguei o meu primeiro apartamento.

Não tinha cama centralizada na parede nem uma escrivaninha na janela mas era a minha casa.

Enfim, independente!?!

Não, ainda não. Não era tão fácil assim.

Porque quando eu era adolescente achava que pra isso era ter meu próprio dinheiro, ter a minha casa, ter as minhas coisas... Mas hoje sei que ser independente é algo muito maior. E é por isso que acho graça quando vejo a minha sobrinha dizendo que quando fizer 18 anos vai sair de casa e finalmente vai ser independente. Ouvir essa frase é quase tão divertido como ouvir alguém dizer: "Esse ano eu vou ser feliz!"

Pode até parecer ingratidão falar isso com tanta gente que não tem um bom emprego ou uma casa pra chamar de sua mas é apenas mais um dos meus questionamentos sobre frases que escuto por aí ou de mim mesma, vez ou outra. É mais uma das minhas esquisitices de uma mulher "moderna" ultraromântica, tão dona do seu nariz e dependente do amor.

:::No último dia 4, saiu a minha matéria sobre Salvador na Revista Boa Viagem, do GLOBO. Depois eu publico aqui pra quem quiser ler. :)

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Ou basicamente...
7:31 PM


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